Método
Como escolhemos as ofertas
De 14.700 itens vistos a cada rodada, 200 chegam ao site. Esta página explica o que acontece no meio — e onde estão os limites do que conseguimos afirmar.
1. O funil
A coleta roda a cada 6 horas e faz 294 buscas: 49 termos distribuídos em 7 nichos, cada um em três ordenações diferentes das APIs de Shopee e Amazon, duas páginas de cada.
Três ordenações porque nenhuma sozinha entrega boa oferta. A de “maior comissão” devolve produtos com desconto enorme e zero venda — coisa que ninguém compra. A de “mais vendidos” devolve campeões de venda sem desconto nenhum. Cruzar as três e decidir aqui é o que permite exigir as duas coisas ao mesmo tempo.
2. O corte de qualidade
Um produto só entra na base se passar em todos estes, sem exceção e sem ajuste caso a caso:
- Desconto de 15% ou mais
- Pelo menos 50 unidades vendidas
- Avaliação de 4,0 ou mais na loja
- Preço entre R$ 5,00 e R$ 500,00
O corte por vendas é o mais importante dos quatro. Produto sem venda não tem como ser julgado: a nota de 5,0 com três avaliações não diz nada, e o desconto anunciado nunca foi testado por ninguém. É também o filtro que mais elimina — a maior parte do que a API devolve morre aqui.
3. O score de 0 a 100
O que sobrou é ordenado por um score com quatro fatores. Os pesos são fixos, iguais para todo o catálogo, e aparecem na página de cada produto com a barra de cada fator:
Desconto — 35%
Quanto o preço caiu. Satura em 70%: acima disso o fator já vale o máximo, porque desconto de 80% quase sempre significa preço de referência inventado, e não pechincha melhor que a de 70%.
Retorno — 30%
A comissão que a loja nos paga, em reais e não em porcentagem. Num nicho de ticket baixo, 30% de comissão sobre um produto de R$ 6 rende menos que 8% sobre um de R$ 90 — e é o valor absoluto que sustenta o site. É o fator de conflito de interesse declarado, e ele existe: entre duas ofertas equivalentes, a que paga melhor sobe.
Prova social — 25%
Volume de vendas combinado com a nota. As vendas entram em escala logarítmica, porque a diferença entre 50 e 500 vendas diz muito mais que entre 9.000 e 9.500. A nota é reescalada de 4,0 a 5,0 — abaixo disso o produto nem chegou até aqui.
Faixa de preço — 10%
Um empurrão para a faixa entre R$ 20,00 e R$ 120,00, onde estão os achados que resolvem um problema doméstico sem exigir pesquisa de uma semana.
4. O histórico de preço
Toda coleta grava o preço de cada produto. É a parte mais lenta de ficar boa — e a única que um agregador de ofertas comum não tem.
O motivo é simples: o desconto que aparece em qualquer site de promoção é o que a própria loja declara. Se o vendedor sobe o preço “cheio” de R$ 120 para R$ 300 na véspera e anuncia 66% OFF, todo mundo repete os 66%. Guardando o preço dia a dia, em algumas semanas conseguimos dizer se o valor de hoje é de fato o menor que já vimos — e é isso que o carimbo verde de menor preço significa nas páginas de produto.
5. A regra de diversidade
Ordenar só por score dá um resultado ruim de um jeito não óbvio: os melhores scores se concentram numa categoria só. O primeiro top 10 que geramos tinha seis escorredores de louça, incluindo o mesmo produto vendido por duas lojas diferentes.
Por isso o sistema compara famílias de produto e não deixa duas parecidas ocuparem posições vizinhas. É também por isso que a lista da home não é simplesmente as 12 maiores notas.
O que o método não resolve
- Qualidade do produto em si. Não compramos nem testamos nada. Um item com nota 4,9 e 3.000 vendas pode ser ruim para o seu caso específico.
- Confiabilidade do vendedor. Usamos os números que cada loja publica — e quando ela não publica volume de vendas ou nota, o produto entra com esse critério em branco, nunca com nota inventada. Entrega, garantia e troca são responsabilidade da loja.
- Preço no instante da sua compra. Conferimos a cada 6 horas, e o preço pode mudar no minuto seguinte. Sempre confirme na página da loja.
Na prática
O método aplicado, em ordem de nota
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-76%
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-83%
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-61%
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-66%
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-60%
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-63%
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-69%
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-76%